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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Mendoza - Los Penitentes

Los Penitentes é a moderna estação de esqui  em Mendoza. Ela fica aberta para a prática do esporte entre os meses de Junho e Agosto, quando acontecem diversas competições em suas 28 pistas de esqui com graus de dificuldade bem variados e que agrada tanto a iniciantes quantos aos competidos mais experientes.
Esse centro de esqui foi inaugurado em 1972 e tem 300 hectares, o que corresponde há 3 km quadrados. Embora isso pareça pouca coisa em termos de tamanho, posso afirmar que ao chegar lá vemos a coisa não é bem assim.
Quanto a vila localizada ao pé da montanha , apesar de ser bem pequena, ela tem excelente infra-estrutura...Tem até mesmo escola de esqui, restaurantes e ampla rede hoteleira de modo que, os aventureiros de plantão (se desejarem) não precisam ficar hospedados na cidade mas por aqui mesmo e com o grau de conforto que couber no bolso de cada um.
                             
O lugar fica há 167 Km da cidade de Mendoza e existem duas maneiras para se chagar lá de carro. A primeira é pela Ruta 7, estrada que vai para Santiago do Chile e, foi por essa belíssima rota que seguimos. Já a segunda opção é pegar a Ruta 40, estrada que corta o país, de norte ao sul.
Sou de opinião que se você tiver tempo e paciência (já que as ultrapassagens aqui são aventuas à parte) vale mais a pena pegar a Ruta 7, mesmo sendo uma rodovia bem mais movimentada e perigosa, pois a paisagem  que vai se descortinando aos nossos olhos é de fazer cair o quiexo de qualquer pessoa.
                             
                              

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Mendoza - Caminos de los Aceites

Não canso de elogiar Mendoza. Ela não é apenas um lugar com paisagens deslumbrantes, estações de esqui e  história...Ela é uma cidade que também tem cores, aromas e muitos sabores. Eu sempre soube que ela é a capital argentina do vinho mas, o que muitas pessoas desconhecem é que aqui também está uma das maiores regiões produtoras de azeite de oliva no país.
Depois que visitamos as duas vinícolas das quais falei no post anterior, foi a vez de conhecermos uma fábrica de azeite e seu processo  de fabricação.
A guia que nos acompanhou pela fábrica foi bastante didática e usou termos simples de modo que todos nós entendemos perfeitamente as explicações acerca do processo de extração do azeite e por esse motivo considero que a visita foi muito proveitosa.
                            
Creio que seja do conhecimento de todos os benefícios do azeite para a nossa saúde, bem como ele é usado desde sempre pelo homem mas, o que eu desconhecia é que esse néctar tem tantas semelhanças com outro néctar divino que também é considerado  elixir da longevidade. Vinho e azeite embora sigam por caminhos paralelos, possuem muito mais características em comum do que se possa imaginar.
1) Tanto o vinho quanto o azeite são extraídos pelo processo de fermentação das frutas ( uvas e azeitonas)
2) Ambos podem ser produzidos com uma única variedade de frutas (é o que chamamos de varietal, no caso dos vinhos) ou  também podem ser produzidos com diversos tipos de frutas (nesse caso é o que chamamos de corte)
3) O azeite assim como o vinho, possui uma denominação de origem que o classifica quanto a qualidade (é o que chamamos de DOC...Essa denominação pode variar, de um país para outro)
4) Ambos possuem uma ciência que estuda as suas propriedades. Enologia é a ciência que estuda os vinhos e Oleologia é a ciência que estuda o azeite e suas propriedades.
                          
                                         
Foi, literalmente, uma delícia visitar essa fábrica e aprender algumas coisas a repeito do azeite de olivas assim como também, foi super agradável passear sob as sombras das Oliveiras, até porque o calor nesse dia era escaldante.
Interesante também, foi visitar o museu do azeite que a fábrica Laur mantém em sua propriedade mas o auge da visita, foi mesmo o momento da degustação.Simplesmente delicioso saborear aquele azeite, servido com pedacinhos de pão e tomates secos!
                                            
Fizemos esse passeio na mesma Van que nos levou às vinícolas porém, antes de viajar pensei em me programar para fazer o percurso de bicicleta pois, vi que existem empresas especializadas nesse tipo de serviço(  inclusive se você beber muito vinho, eles vão lá buscá-lo)mas acabei desistindo por não ter conhecimento do grau de dificuldade que teríamos de enfrentar e como já estávamos na estrada ha bastante tempo  e ainda era apenas a metade da viagem, preferi não arriscar porém, quem sabe, um dia farei. Esse já é um motivo para voltar a Mendoza.
                           

Mendoza - Caminos de los Vinos

Fazer o passeio pelo circuito dos vinhos foi um  grande prazer e um sonho realizado pois, segundo alguns especialistas, essa região de Mendoza já é considerada como uma das melhores regiões do mundo na produção de vinhos, especialmente o famoso e delicioso Malbec, uva que se adaptou perfeitamente  a esse solo e que já se tornou patrimônio nacional, por assim dizer..Rsrs.
Nosso passeio teve um custo de 50 pesos por pessoa, começou às 14h e se estendeu até as 18h. Durante o percurso visitamos duas vinícolas (bodegas) de diferente tipos e uma fábrica de azeite de olivas.
A primeira vinícola que visitamos foi a Weinert, cuja produção em grande escala é totalmente feita em processo industrializado.
Lá, um guia nos levou às instalações da mesma e explicou de maneira bem sucinta todo o processo de fabricação e depois disso, fomos direto para a sala de degustação, uma vez que os vinhedos ficam longe da fábrica.
                             
                                       
Nessa bodega degustamos apenas três tipo de vinhos: Um tinto (malbec), um rosê e um sauvignon blanc que eu adorei  e cuja foto mostro logo abaixo. E olha que eu prefiro sempre os tintos mas....Esse realmente me conquistou, melhor dizendo, me arrebatou!                                                                              
                           
                           
Depois seguimos, nosso trajeto rumo à outra bodega. Essa é bem menor, produz bem menos em qunatidade porém, já foi premiada por diversas vezes e tem qualidade internacional. Além disso, todo o seu processo é feito de maneira artesanal e suas videiras são irrigadas com água do degelo da  Cordilheira dos Andes.Seu nome na região é uma grife: Carmine Granato. Portanto, não espere encontrar sus vinhos nas prateleiras do supermercado.
Lá também fomos recebidos por um guia que de modo semelhante nos mostrou todas as instalações da bodega e comentou sobre o processo, como era feito no passado e o que mudou hoje, nos direcionando ao seu maquinário  antigo que forma um museu a céu aberto, no pátio da vinícola. Um lugar bastante agradável!
Depois de apreciarmos as peças do museu, fomos convidados a passar para sala de dgustação, onde mais um vez degustamos apenas tês tipos de vinho, sendo que depois da degustação nos foram apresentados diversos tipos de rótulos.
                          
                          
                          
Se você me perguntar se eu gostei de fazer esse passeio eu repondo que sim, até porque foi a relização de um sonho, como falei no começo desse texto. Eu gostei sim, mas...Sinceramente se for para escolher entre esse circuito e o Roteiro da Uva e do Vinho, na Serra Gaúcha, eu fico com o roteiro brasileiro. Achei o passeio da Serra Gaúcha muito mais completo, desde o tempo que ficamos em cada vinícola, as explicações técnicas mais detalhadas e principalmente a degustação bem mais orientada, com maior número de vinhos, o que nos permitiu escolher melhor o rótulo que desejávamos levar para casa, mesmo não tendo vinhos no mesmo nível, o que é totalmente discutível.
Ainda assim, digo que vale a pena conhecer pois, só temos parâmetros para comparação quando conhecemos os dois lados e além disso, opinião é algo pessoal, muito pessoal.
                                               
                               
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