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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Tilcara - Tesouro Arqueológico

Por conta do tempo, um tanto curto, não deu para explorar o povoado de Tilcara como eu gostaria de ter feito.É incrível, mas só assim nos damos conta que um mês é pouco tempo para se conhecer um país inteiro como a Argentina. De qualquer modo, deu para colher algumas informações como: sua população, que está estimada em 6.000 habitantes, sua elevação em relação ao nivel do mar, que é de 2.465 metros.
Tilcara é um povoado onde o tempo parece ter parado e também, um dos lugares mais interessantes e ricos em arqueologia que já visitei.
De qualquer maneira, saí de lá com a certeza de que conheci uma das grandes maravilhas do mundo: as ruínas de uma antiga fortaleza, construída no século XII pelo povos pré-hispânicos, os omaguacas, que dominaram a região, antes mesmo da chegada dos Incas que tempos depois acabaram se apoderando do lugar e mais tarde também, os espanhóis chegaram ao Pukara e literalmente acabaram com os omaguacas.
                            
                            
Do que  um dia foi a fortaleza de Tilcara, sobraram apenas ruínas, cujas paredes ficaram com aproximadamente 25 cm de altura porém, dois arqueológos (Ambrosetti e Debeneditti) estudiosos da cultura desses povos  resolveram reconstruir as ruínas da "Pucará". Felizmente pois, hoje podemos conhecer um pouco sobre a história desses povos de relevante importância para o país de nossos "hermanos" argentinos.
                            
                            
                            

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Maimará - Norte Argentino

Maimará significava para os Incas, "lugar onde caem as estrelas". Esse é um povoado cuja maior atração é o Cerro Paleta del Pintor que de acordo com a luz do sol vai mudando de cor, ao longo do dia e que os indígenas locais protegem e consideram como um lugar sagrado.
                             
Além da Paleta do Pintor, considero também o belo artesanato do local como outra atração importante. Ele é rico, variado e de um preciosismo incomparável.
                            
                                                 
                          
Entre os muitos rituais preservados pelos nativos, a cerimônia "Corpachada" é uma das mais expressivas.É ela que marca o início do ciclo agrícola na região.
Sem dúvida, um lugar para se conhecer e amar...Assim é Maimará.

Humauaca - Preciosidades do Norte Argentino

Humauaca, assim como Pumamarca, é um dos povoados de maior destaque na Quebrada de Humauaca. Suas ruas estreiras e de pedra são um convite à caminhadas em direção ao centro, onde fica a Catedral que guarda importantes obras de arte do século XVI  e que por uma questão de preservação das mesmas eu não pude fotografar.
É no centro também, que está o imponente monumento à Independência, no topo de uma escadaria.
                                
São inúmeras as manifstações culturais e religiosas mas, entre as diversas manifestções, o carnaval é considerado o evento de maior expressão.
            
         
Mais uma vez, esse é um lugar que me surpreendeu não só pela beleza mas como também pela infra-estrutura turística. Foi aqui que realizei o meu desejo de saborear carne de lhama. Almoçamos em um restaurante simples porém, muito aconchegante chamado Kallapurca Resto - Bar onde pedi como entrada as deliciosas empanadas, como prato principal carne de lhama ao molho de queijo roquefort e de sobremesa um doce maravilhoso de cafayote, uma fruta típica da região (algo parecido com a nossa jaca)
Esse menu delicioso, servido generosamente teve um custo de 50 pesos para o casal. Simplesmente uma pechincha!
Como se não bastasse tudo isso, nosso almoço foi deliciosamente  desfrutado ao som da música regional.
                                
          
          
                                

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Quebrada de Humauaca - Patrimônio Cultural da Humanidade

A palavra 'Quebrada" significa vale profundo. Aqui, na Argentina, esse vale de 150 Km de extensão denominado Quebrada de Humauaca, está localizado na província de Jujuy, há mais de 2.000m de altitude e compreende alguns povoados, entre os quais destacam-se: Pumamarca, Maimará, Pucara de Tilcara e Humauaca.
É uma região de cultura riquíssima, com paisagens fantásticas e habitada há mais dez mil anos. Foi rota do Império Inca no século XV e seus povoados são um testemunho vivo da história e da tradição de diversos povos como os omaguacas, que deram origem ao nome do lugar.
Crenças, arte, ritos, festas e música estão não apenas vivas como presentes até hoje, fazendo da região verdadeira jóia rara, uma preciosidade!
O mais incrível é que toda essa preciosidade só foi declarada pela UNESCO Patrimônio da Humanidade, em julho de 2003 mas enfim...Antes tarde do que nunca!
Amei de paixão tudo por aqui mas, a música regional me falou fundo ao coração e me tocou de modo muito especial.
Dentre as músicas maravilhosas e artistas que conheci aqui, quero compartilhar com voces o vídeo de uma cantora chamada Monica Pantoja, cuja voz é quase um lamento e me faz sentir uma saudade imensa desse lugar.
 

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Purmamarca - As Cores Incríveis do Norte Argentino

Pumamarca significa "cidade da terra virgem" em língua aimara. É uma linda vila na qual todas as construções são feitas em adobe(tijolos de terra crua, água e palha e algumas vezes outras fibras naturais, moldados em fôrmas por processo artesanal) Um material que além de ser ecológicamente correto, ainda ajuda os habitantes locais a suportar as altíssimas temperaturas durante o dias e o frio intenso durante a noite, já que suas paredes se mantém aquecidas.
                          
                                          
                            
Na praça principal existe uma feira permanente do artesanato local, super variado e com suas cores lindíssimas.São peças de prata, vendidas a preços incrivelmente baixos, roupas, blolsas e objetos típicos, tapetes maravilhosos, feitos em tear manual e diversos instrumentos musicais.
 
Apesar da vila ser bem pequena, ela tem boa infra- estrutura turística com alojametos, para quem deseja passar mais de um dia por lá e, restaurantes com inúmeros pratos típicos no cardápio, como carne de lhama.
Um dos mais belos cartões postais da região é o Cerro de los Siete Colores que forma um pano de fundo ma-ra-vi-lho-so!!! A combinação das cores é um verdadeito deleite para os olhos, como voces podem ver na foto abaixo.
                            
Aqui, mesmo as paisagens mais áridas parecem ter vida e nos convidam ao deleite, nos convidam a ficar brincando de advinhar formas conhecidas em suas imagens, naturalmente  esculpidas pela natureza.
                           
                             
                            

San Salvador de Jujuy - Capital da Província de Jujuy

San Salvador de Jujuy é a capital da província de Jujuy  e está distante de Buenos  Aires 1643 Km, ao norte argentino. A província faz divisa com Salta, com a Cordilheira dos Andes, ao oeste, e com a Bolívia, ao noroeste.
Sua localização está proxima do cânion da Quebrada de Humauaca, um dos mais belos locais, considerado pela UNESCO, Patrimônio da Humanidade.
A cidade é bastante tranquila e a região é grande produtora de tabaco e cana de açúcar. É também uma região riquíssima em  minério como ouro, prata e cobre, entre outros ( é uma das mais importantantes regiões de minério na Argentina).
Antses da colonização espanhola, a provínicia de Jujuy era habitada por diversos povos indígenas e entre eles podemos destacar os omaguaccas.
A capital conta com  hotéis de diferentes categorias que atende tanto as pessoas mais exigentes quanto aquelas com espírito mais aventureiro. Tem também bons restaurantes e inúmeras lojas de artigos regionais como os novelos de lã de lhama.
Esse é um destino imperdível para pessoas em busca de aventura, amantes da história e das paisagens inóspitas mas de uma beleza única.
                                

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Salinas Grandes - Belezas do Norte Argentino

Conhecer esse lugar foi uma das experiências mais incríveis da nossa viagem. Primeiro, porque foi a primeira vez que vimos um deserto de sal, segundo porque foi a primeira vez ( também) que chegamos a uma altitude de 4.200 metros sobre o nível do mar e a terceira (não tão importante como as outras) veio em função da segunda: foi a primeira vez que vimos folhas de coca. Isso mesmo, caros amigos... Devido a altitude, para aliviar posssível um mal estar, a recomendação dos guias aos turistas é para que comprem um saquinho com aproximadamente 100 gramas das tais folhas (na região, elas são vendidas livremente)
A princípio duvidei um pouco dos fortes efeitos da altitude em nosso organismo, relatados pelo guia mas, depois que uma pessoa do nosso grupo começou a passar mal a medida que fomos subindo, achei melhor não correr o risco de estragar o meu passeio.
                             
Em Salta, contratamos todos os nossos passeios  pela empresa Turismo de la Posada, (http://www.turismodelaposada.com/) e esse especificamente, teve um custo de 200 pesos por pessoa (totalizando 400 pesos para o casal) Sua duração foi de um dia inteiro, já que saímos às 7 e só retornamos à 20 horas, super cansados mas muito felizes e trazendo lembranças inesquecíveis.
Desde o momento em que saímos da cidades fomos contemplados com paisagens das mais exuberantes e variadas. Primeiro, adentramos uma floresta onde tive a impressão que estava no Brasil, mais precisamente no estado do Amazonas porém, depois fomos encontrando as impressionantes Quebradas, serras multicoloridas, vilarejos que aé então, eu só tinha visto em filmes e, aquela gente simples e simpática dos andes.
                               
As salinas impressiona pelo seu tamanho. São 212 Km quadrados de sal que atinge uma profundidade de 30 cm. É uma imensidão branca que se descortina aos nossos olhos, após uma subida absurdamente alta por uma rodovia extremamente sinuosa, cuja única proteção é a divina...Rsrsrs
Eu tinha visto essa rodovia em uma revista de turismo e cheguei a pensar que não teria coragem para trafegar na mesma mas, o meu espírito aventureiro e a vontade de desbravar novos paraísos falaram mais alto então, lá fui eu conferir todo encanto do norte argentino, bem de pertinho para poder dizer, sem medo de errar, que esse é um destino imperdível! 
                              
Existem duas maneiras para se chegar às salinas. Uma é de carro, que pode ser alugado em Salta ou Jujuy ou mesmo contratando uma agência de turismo que leva um grupo em Vans, com ar condicionado(indispensável no calor imenso que faz lá) e guias bilíngues ( inglês e espanhol) e foi essa a nossa opção.
Outra forma, que alguns preferem, é contratar uma agência e fazer o passeio no famoso Tren de las Nubes que é um dos transportes ferroviários mais altos do mundo sendo portanto, essa opção a mais radical.
Na agência Turismo de la Posada custava 290 pesos por pessoa porém, vi pela internet tarifas bem mais altas do que essa, até porque o passeio é muito longo. Começa às 7 horas e termina à meia-noite, tem refeições à bordo e também serviço médico, para o caso de alguém pasar mal devido a falta de oxigênio provocada pela altura.
Seja de trem ou de carro, o passeio vale muito  pena!
                               
                                                   
                                    

sábado, 12 de dezembro de 2009

Salta, La Linda

Chegamos finalmente em Salta e, logo de imediato gostei da cidade que também é maior do que eu imaginava(a exemplo de outras cidades). Ela tem um comércio fortíssimo e ruas super movimentadas.
Chegamos por volta das 9 horas da manhã e nesse horário as ruas ficam fervilhando de pessoas.
Fomos direto para o hotel e após um banho e um breve descanso, saimos para conhecer a cidade e procurar um restaurante para almoçar mas ficamos surpesos pois, a cidade parecia outra bem diferente daquela que vimos ao chegarmos. As ruas estavam completamnte desertas (parecia uma cidade fantasma) e comércio estava inteiro fechado.
Eu já sabia sobre a hábito da sesta, que os argentinos herdaram dos seus colonizadores  mas ali, em Salta, ela não é apenas um curto período de descanso após a sexta hora já que tudo para completamente no máximo às 14 horas e a cidade só volta a ter vida lá pelas 20 horas mas em compensação, até as 23 horas o movimento no comércio é enorme.
Esse hábito, é perfeitamente justificável em Salta e na região pois, devido as altas tempertauras fica quase impossível sair  andando pela cidade no período da tarde.
                             
Como já falei no início do texto, gostei muito de Salta e foi aqui que resolvi me hospedar e usar como ponto de partida  para conhecer Jujuy e outos lugares maravilhosos da região norte desse país lindo!
Dentre os meus lugares preferidos em Salta, destaco a Praça 9 de Julho que fica bem no centro da cidade, onde ficam também a Câmara Municipal, a bela catedal e o riquíssimo Museu de Arqueologia das Altas Montanhas, onde estão os corpos de 3 crianças incas, encontradas no Vulcão Llullaillac ( Só para lembrar, Salta fez parte do império Inca).
Lá também, na Praça 9 de Julho estão excelentes restaurantes e bares bonitos e aconchegantes com suas mesas na calçada.
As pessoas são gentis e bastantes comunicativas, a gastronomia é excelente, a região é linda, cheia de hisória e o melhor de tudo, os preços praticados aqui, são justos, justíssimos.
Nos hospedamos no Rutas Hotel,  pagando 160 pesos pela diária ( http://www.rutashotel.com.ar/) e recomendo a todos. É um lugar simples mas muito limpo, com staff super atencioso e que merece, de fato, suas 3 estrelas, dentro do padrão argentino de hotelaria, que é um tanto diferente do padrão brasileiro.
Salta, La Linda, como é chamada, faz jus ao título! Ela está localizada no norte argentino e distante de Buenos Aires 1.600Km  São 20 horas de viagem (de carro ou ônibus) mas posso afirmar que, sem dúvida nenhuma, é um lugar que vale muito a pena ser incluido no roteiro.
                                
                                               
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